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Ilustrações Oficiais - Sílvia #2

20 de agosto de 2017 |


Apenas mais um desenho destacando a Sílvia.
Testando algumas novas formas de sombreado, feito com lápis de pastel seco.

Nada demais para realçar... Estou sem criatividade para comentários nos meus desenhos no momento.



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Ilustrações Oficiais - Noite de bebida!

3 de agosto de 2017 |


Todos os Telquines tem um sério problema com álcool...

Estou na brincadeira, decidi fazer este desenho como uma ideia aleatória (ou será que não?)
Tentando praticar novas poses do corpo e pintura digital, porque eu sinto que ando muito preguiçosa ultimamente para colorir no computador...

Não sei o exato resultado dessa noite, só sinto que muita coisa literal pode acontecer, tendo em conta que o Aimar é um Telquine garanhão (entenda a frase em todos os sentidos). Mais uma vez, uma tentativa minha muito fracassada em tentar ser engraçada.




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Blog do Jogo Continue a História!

26 de julho de 2017 | ,



Como fora decidido por mim e pelos restantes participantes e fundadores do nosso querido e amado jogo, o Continue a Historia, á alguns meses, foi aberto um Blog somente focado no mesmo!

Este Blog fora criado pelo Sir Naponielli no outro dia, e já encontra-se aberto!

Assim aos poucos irei transferir tudo o que eu tenho aqui relacionado com o jogo para lá, sempre que tiver algum tempo, criando e organizando tudo nas devidas páginas.




É importante dizer que depois de organizados e transferidos todos os conteúdos relacionados, irei remover as páginas em questão do Tales of Dreamian, fazendo este focar-se somente no meu livro, mas por enquanto, as mesmas vão permanecer abertas caso alguém queira ajudar na devida mudança!


As Historia #00 já foi reunida e publicada, assim estando pronta e esperando somente a sua continuação! Como a Historia #02 é absolutamente mais extensa, irei demorar algum tempo em colecionar todos os comentários numa só postagem, mas em breve irá estar igualmente disponível no blog aguardando os seus participantes e a sua continuação. Também já estou a publicar a Historia #01 por partes, tal como o fiz aqui a algum tempo, na área dos finalizados.


O que esperar do Blog?

Agora que o jogo tem o seu próprio território, todos nós pode-mos expandir tais universos maravilhosos criados pela junção das ideias de cada um. Agora vamos poder contar com páginas somente focadas em uma única personagem, uma área mais ampla para publicar desenhos e fanarts ou qualquer tipo de assunto de interesse geral relacionado com as nossas personagem e historias em questão entre muito mais, sem qualquer limite, ao contrário do que acontecia aqui na Tales of Dreamian!

É claro que tudo terá o seu tempo e será necessário muito tempo livre por parte da colaboração de todos, mas aos poucos com calma e em união vamos construindo o Blog, como sempre fizemos com a própria Historia do jogo.
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FanArt - Vinícius Cândido Lemes #04

20 de julho de 2017 |




Sobre a FanArt

por Vinícius Cândido Lemes

Em meio às estrelas sabemos que existem aquelas que sempre estão lá em algum lugar mas que não podemos ver (qualquer semelhança com algum personagem de Tales Of Dreamian é mera coincidência), como Messier 40 (que na verdade é uma estrela dupla... mas entende-se o que quero dizer u-u ) e em meio aos meus estudos astronômicos decidi desenhar o Valter.
Inicialmente a idéia era retratar um desenho bem simples da personagem, sem sombreados e coisas do tipo, mas posteriormente decidi fazer um "fundo" com crânios numa parede (o que ficou meio falho).
Assim como a personagem de Steven Universe, Rose Quartz, que vê beleza em tudo, sei que a Shii vê beleza em todos os fanarts relacionados a história dela, um nobre ato.

Pode postar aqueles desenhos que fiz para passar o tempo e/ou testar alguma caneta junto. Eu fiz na aula de química orgânica. Eu amo química mas odeio o professor. Aí eu fico vejetando.


Comentários

da Shiny Reshiram

O MEU VALTER, é indescritível o que eu sinto agora, o meu Valter é e está...

(vamos imaginar que lês isto com a voz da querida aniquiladora de Diamond Rose Quartz)

Algo Extraordinário!

(agora os que assistiram, entendam a referencia ao episódio)

Eu adoro a Rose, mas acho que a minha paixão maluca está na Peridot! Também gosto muito da Amethyst, Lapis Lazuli, Blue Diamond, essas são as personagens de Steven Universe que se realçam na minha lista de favoritos. É claro que gosto ou adoro quase todas as restantes personagens do desenho, é estranho, eu tenho pouco que me queixar em relação a elas. Também estou a começar a criar um pequeno amor extravagante pelo recém revelado grupo Off Colors.


Esses Crânios na parede ficaram lindos, lembraram uma cena de um dos Capítulos focada em Necromantes, mal posso esperar para introduzir meus lindos e maravilhosos Necromantes ao mundo! Ou... Será que vocês já os conhecem? Ou... Será que já conhecem algum deles? (Sim, eu tenho uma pancada grande com Necromantes, e ás vezes, sim, eu tenho uma vontade tremenda de introduzir minha linda Alethia no livro (eu tenho noção que poucos vão entender quem é essa personagem) ou então escrever um conto só focado em Necromantes, e sim, meus Necromantes são meio estúpidos) (o mais provável é ela já estar no Livro sem eu me aperceber).

Os Rascunhos são sempre os melhores e os mais cómicos desenhos! Félix e os Halogênios, eu sei que não foi propositado mas eu achei uma profunda graça, não voltarei a observar a tabela periódica dos elementos da mesma forma. Já o Almôndega, que olhar sedutor! Estou a pensar seriamente em acabar com a ideia de mascote fofo, irrequieto e chato e tornar o animal da princesa num magnifico e utópico príncipe galã.


Muito obrigado pelo amor e carinho e tempo dedicado devido a todos os FanArts que já criou para o meu livro! Acho que nunca ninguém desenho assim tanto as minhas personagens! Fico feliz em saber que um amigo quase distante como as estrelas adorou conhecer o meu pequeno universo e quer conhecer sempre mais e mais.

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Capitulo 3 - Uma dor pelo passado

17 de julho de 2017 |

O tempo voava suavemente, cada minuto e seus devidos segundos pareciam nunca passar dentro de tal nobre e velha sala de ensino, era como se o tempo estivesse parado. A princesa e o seu mentor, Franklin O’Chicken, continuaram ali nas aulas durante toda aquela tediosa manhã, como era o usual, o mentor fazia o que podia para explicar até mesmo os assuntos mais complexos á princesa, todos estes sobre questões do reino e das próprias éticas da realeza, tais explicações eram concretizadas cautelosamente na tentativa de estimular os comportamentos morais e requintados da jovem, qua claramente fazia um grande esforço para aceitar tais ideais e deveres na sua vida. De certa forma, parecia obrigada a tal, pois nascera apenas por um objectivo, ser a herdeira de um grande cargo que guiaria uma nação inteira.
Agnes ouvia atenciosamente todas as palavras sábias e explicações deste nobre homem e respondia educadamente, calmamente e com alguma segurança, a todas as questões lhe propostas, sempre que esta errava, ele a corrigia com calma, por vezes era um pouco rude e demonstrava impaciência, mas tal parecia-lhe ser normal. Franklin era um excelente professor, o mais prestigiado do reino, apesar de por vezes ser um grande crítico e arrogante, no fundo era carinhoso e bastante gentil, á mais de cinco anos que se dedicava ao ensino de éticas e valores á princesa a pedido do próprio rei. Ela parecia sentir-se bem confortável na companhia deste homem pois já estava habituada á sua presença durante quase todos os dias ao longo dos últimos anos.

Chegou a hora da saída, Frank permaneceu na sala a organizar documentos ou planificar as suas futuras aulas em relação á educação da princesa. Lá fora, mesmo ao lado da porta de tal antiga sala, posicionada devidamente, com as duas mãos reunidas uma á outra, assentes sobre a sua mediana barriga, a mordoma Iara já esperava pela saída da princesa pacientemente. No momento olhava para cima de um modo muito pensativo, com a cabeça encostada á parede e suas longas orelhas de cervídeo abaixadas, encarava o teto requintado do longo corredor e em silêncio apreciava todos os seus distantes pensamentos.
A dama se despedia do mentor com palavras tímidas, este que sentado na sua secretária apenas retribuía tal pequeno ato generoso com um pequeno sorriso á medida que a observava saindo rapidamente da sala, esta apenas dava um longo suspiro de alívio, aquele era apenas mais um dia de aulas cumprido, mais um momento de claro aborrecimento bem superado.

Agnes logo reparava na presença da nobre e querida mulher, repentinamente a mesma acordou da realidade e em gestos um pouco bruscos logo erguei suas orelhas e virou a cabeça para o lado, mal observou a princesa fora da porta deu logo o seu típico sorriso e olhar sarcástico, como se tivera voltado a fixar toda a atenção no mundo ao redor e não apenas nas suas incógnitas recordações. Ela ao ver a sua mordoma ali fez logo uma expressão facial bem peculiar, pois algum pensamento lhe ocorrera no momento.

- Pela tua cara, ele censurou alguma coisa… Bem… Qual foi a crítica de hoje? – A mulher perguntou com alguma curiosidade por reparar naquele comportamento, a princesa revirou um pouco os seus olhos e deu um pequeno suspiro impaciente como reacção pois parecia não querer responder a tal interrogação.
- Ele… Te chamou de… ‘’Bruxa estúpida’’…  – Ela fechou os olhos e fora muito direta com tal resposta, dizendo a mesma calmamente e com alguma frieza que ao mesmo tempo demonstrava uma suave sinceridade.
- Pelo menos o meu apelido não é O’Chicken! – Falou á medida que dava uma das suas normais gargalhadas, a princesa simplesmente ignorava aquele humor seco, ou então apenas não entendeu tal graça, encarando a parede numa igual tentativa de desentender aquele mesmo argumento, nele existia um pequeno calendário devidamente actualizado, mesmo ao lado de outras relíquias e decorações aleatórias de grande requinte.
- É aquela altura do ano… - Sussurrou esta suavemente, a Sonnure não ouviu aquelas palavras.

Logo de seguida a princesa Agnes adotou uma posição triste e pensativa como era de seu normal, a mordoma voltava á antiga e mesma disposição pela qual se encontrava anteriormente, apoiada na parede e olhando para cima, pareceu, novamente, reflectir sobre os misteriosos motivos anteriores.
Ambas ficaram ali paradas durante alguns minutos naquele mesmo estado, meditando sobre seus passados e olhando para memórias muito distantes daquela sua realidade em pleno silêncio. Porém passado alguns segundos de tal perdido tempo, Agnes acabou por acordar daquele clima entediante e depressivo. De seguida, apenas encarou a mordoma durante um certo período de tempo, o mesmo, em tal instante, aconteceu com a nobre Sonnure, que igualmente acordava e observava a princesa.
Tentando voltar, mais uma vez á realidade, Iara voltou a sorrir, de forma sincera, retribuía aquele olhar vindo da jovem com muito carinho ao longo daqueles vários instantes silenciosos, então decide aproximar-se da princesa e assim encarou esta de perto, olhos nos olhos.

- Estás a crescer… A ficar uma mulher magnifica!... Eu ainda me lembro quando te conheci, eras uma criança de cinco anos muito querida… - Ela dizia repentinamente, com um longo sorriso meigo acompanhado por palavras doces, depois começou a endireitar o cabelo de Agnes com gestos cheios de ternura, a princesa se distanciou dela muito tímida por ouvir tal elogio e experienciar tal ato bondoso.
- Eu… - A princesa estava muito envergonhada por tais palavras, e não sabia exactamente como questionar, mas com cuidado, pronunciava cada letra serenamente – Como… Me conheceste?
- Não te lembras?… - Questionou Iara. A princesa respondia não com alguns simples gestos leves, igualmente tímidos. A nobre Sonnure logo baixou a sua cabeça, voltando novamente á atitude pensativa, fechava os seus brilhantes olhos cor de mel, parecia muito triste naquele instante, então pronunciou suavemente – De facto… Eu… Prefiro não comentar sobre esse dia…
- Eu… Entendo… – Agnes retribuía a resposta de um modo igualmente muito triste á medida que baixou levemente a sua cabeça, de seguida a única coisa que se ouviu foi o típico silêncio, mais uma vez…
- Bem… Minha querida… - Todo aquele sigilo era finalmente quebrado pelas palavras doces da nobre Sonnure, que voltava á sua atitude típica e tentava, novamente, animar a princesa com alguma piada fora do contexto do assunto, com relação iludida a algum dialogo anterior – Vê o lado positivo… O Frank e suas críticas são suportáveis, ao contrário da nojentinha da Lyndis!
- Eu ouvi essa… – A tal gata humanóide aparecia, vinda do lado esquerdo do corredor, com passos bem acelerados, olhos bem arregalados e suas grandes orelhas peludas e pontudas abaixadas, com comportamentos requintados e pouco usuais de sua personalidade demonstrada anteriormente. A parte do corpo onde o raio criado pela Iara havia atingido á algumas horas atrás estava enfaixado com muitas ligaduras, algo que se realçava logo no corpo felino, pequeno e magro desta.
- Como o velho e repetitivo ditado diz, quando se fala no demónio ele aparece! – A mordoma Iara olhou directamente para Lyndis e começava a sorrir sarcasticamente, demonstrando uma boca um pouco desdentada. A outra empregada apenas ignorava e encarava a princesa.
- São horas do almoço… Todos já estão no refeitório a esperando... Por isso a vossa alteza que se apresse… - A recém chegada empregada dizia tais palavras com uma tonalidade de voz um pouco estranha e atenciosa, algo que, acompanhado com sua conduta no momento, fazia esta muito diferente do que era normal, talvez recebera algum sermão do rei devido a suas atitudes incorrectas para uma empregada do palácio á algum tempo atrás.
- Almoço? Já? – A mordoma olhava confusa ao seu redor, acabou situando a sua visão sobre um grande e antigo relógio de pêndulo que existia numa certa área no corredor, mesmo ao lado de uma pequena estante moderna repleta de pratos coloridos, porcelanas de terras distantes, estátuas de bestas e heróis honrados, entre outras relíquias raras e coloridas meramente ilustrativas ali existentes e que profundamente embelezavam tal longo corredor.

Era uma das mais ricas relíquias existentes naquele mesmo corredor, mas seu valor talvez não era comparável aos restantes objectos antigos existentes nos restante aposentos do palácio. Este marcava precisamente naquele momento o meio dia seguindo naqueles instantes pelo som de suas respectivas e poderosas badaladas, a mordoma coloca então a mão na sua cabeça, em choque devido a tal revelação, demonstrando que para ela tal hora era inexplicável, como se ela tivesse sempre distraída, sem prestar nenhuma atenção ao tempo durante toda a manhã e assim, claramente, pensando que eram outras horas.
Lyndis apenas virava a cara ao notar tal reacção, talvez já estava esperando algo semelhante vindo de uma das principais mordomas do palácio enquanto a princesa colocava a sua mão sobre a sua barriga, sentindo um ruído vindo do interior do seu estômago, confirmando que era a hora certa para uma refeição completa e requintada da realeza.

– O tempo passa realmente a voar nesta história!… Eu estou agora super atrasada com os meus deveres! Eu devia estar a ajudar na cozinha! E nos preparativos para amanhã! Eu… - A mordoma demonstrou uma atitude que reflectia pensamentos de alguém extremamente confusa e nervosa, assim acabou muito irrequieta, com a mão tapando a sua boca andava rapidamente de um lado para o outro mirando o chão de azulejo brilhante daquele corredor, com uma expressão facial muito séria e assustada, praticamente choramingando.
- A Iara sendo irresponsável?!… Que novidade interessante!… - Lyndis apenas ria com tal situação e nervosismo da sua superior, o seu tom de voz irónico apenas indicava que tal caso de ‘’irresponsabilidade’’ não era o primeiro a surgir.

Iara realmente ficara muito confusa e stressada com tal hora marcada pelo relógio ancestral, a mesma aproximou-se deste para ter a certeza se o mesmo estava funcionando correctamente, batendo com o seu punho varias vezes no vidro que cobria os seu ponteiros ou inspeccionando suas engrenagens, queria certificar se tal realmente marcava aquela hora ou se tudo era um apenas sonho… A princesa de certa forma não entendia o argumento defendido por esta e assim dava um olhar simples para tal Sonnure: ‘’Tempo passa a voar nesta história?’’, para ela aquela manhã exausta sempre tivera sua duração andando calmamente, a um ritmo praticamente nulo.

- Eu não acredito… Estou realmente atrasada para meu trabalho… - A Sonnure ficou completamente vermelha depois de cair totalmente na realidade enquanto Lyndis apenas demonstrava seus comuns sinais de impaciência.
- É melhor ires lá trabalhar de vez… Antes que alguém ou o queridinho rei reclame… Novamente… - Lyndis dizia com alguma arrogância em sua voz, á medida que revirava os seus olhos para o lado, indicando que tal já era, claramente, usual.
- Sendo assim… - A mordoma parou um instante e ainda em gestos atarefados aproximou-se da princesa, para se despedir e ainda lhe transmitir alguma informação – O Almôndega ficou no quarto a dormir… Eu consegui acalmar aquela peste… Quando precisares de alguma coisa, é só chamar, sabes perfeitamente como e onde me encontrar…

A princesa concordava utilizando simples gestos leves com sua cabeça, Iara olhava directamente para ela e dava um grande sorriso muito incómodo, mostrando a sua boca desdentada, a falta de dentes da Sonnure fez com que a princesa baixa-se a sua cabeça um pouco vermelha sem nenhuma razão visível, depois de alguns segundos acabou por se distanciar desta, inclinando levemente a sua cara para o lado, numa tentativa de ignorar tal demonstração de afeto daquela empregada do palácio.
Iara acabou por ficar um pouco triste devido a tal atitude, ou então reflectia novamente sobre recordações ou memorias que a tornava ainda mais depressiva, então virou as costa e começou a caminhar por aquele longo, belo e vazio corredor com, logicamente, muita pressa, acompanhava seus passos sempre de cabeça baixa demonstrando uma atitude mais séria e deprimente do que o normal.
Depois de observarem a Sonnure a desaparecer apressadamente no final do corredor, Lyndis encarou a princesa com seus grandes olhos felinos cor de esmeralda, e chamou logo a sua atenção.

- Então… Não tens fome? Como eu disse, todos estão á sua espera no refeitório real… - Lyndis apenas começava a andar, na direcção oposta do corredor, chamando pela princesa utilizando uma expressão facial um pouco severa, como alguém que absolutamente não gostava daquele trabalho, mas que estava ali por obrigação, porque não tinha mais nenhuma opção ou então devido a qualquer outro motivo mais negativo – Venha, eu a acompanho… Além disso, tens umas visitas…
- Visitas? – Agnes não obteve resposta, e aquela empregada apenas continuava a andar com sua natural expressão facial de arrogância, algo que fez a princesa ficar ainda mais curiosa com tal novidade, afinal quem seriam essas visitas? O que teriam de tão especial ou importante? Talvez a resposta era fácil e simples. Ela inicia então os seus passos atrás de Lyndis, seguia esta empregada apenas reflectindo sobre tal incógnita questão, já desconfiando da identidade de tais visitantes.

Depois de ultrapassar a maior parte dos aposentos reais, Iara chegou a uma determinada porta, abriu a mesma, esta levava a mais uma das longas escadarias do palácio, porém ao contrário de todas as outras era localizada numa área mais inóspita e fechada daquele grande edifício ancestral. A superfície dos degraus era composta por cimento muito negro e sujo, coberto de partículas de pó que se acumulavam em um intenso algodão nas extremidades, as paredes tinham um aspecto antigo e eram constituídas maioritariamente por blocos de pedra negra organizados aleatoriamente e interligados entre si por cimento claramente visível. Ali não existia nenhuma riqueza da realeza, evidentemente um local sem qualquer tipo de elegância, muito pelo contrário, uma área secreta e muito mais pobre de toda aquela enorme fortaleza, tal escadaria devido a estas características desagradáveis parecia nem competir ao restante palácio.
Ela descia tais escadas repugnantes em passos rápidos, claramente com muita pressa em chegar ao seu destino, a mordoma se guiava e combatia toda a escuridão sentida de tal divisão graças as chamas de inúmeras tochas acesas penduradas naquelas paredes negras, posicionadas numa espaçosa fila organizada ao acaso.
Chegou ao seu destino, uma desmedida sala vazia composta por muitas portas que levavam a inúmeros aposentos, e que, tal como a própria escadaria, era uma área de baixa qualidade, muito escura, sem janelas, com inúmeras tochas ou grandes candelabros constantemente acesos, repleta de sujidade em todas as suas extremidades, não seguia absolutamente nenhuma de todas as grandes exigências de requinte e subtileza seguidas obrigatoriamente por todo o restante palácio.
Aquela era a zona reservada exclusivamente às empregadas do palácio, popularmente conhecido como o Porão entre as mesmas ou Armazém entre os membros da grande família riquíssima que habitava nos andares superiores de tal grande edifício e que nunca haviam enfiado os seus pés sobre o pó acumulado no cimento negro do chão escuro e em muito mau estado de tal fechada área.
Era onde se localizava os aposentos destas empregadas, além de ser igualmente um armazém onde as mesmas guardavam os principais materiais de limpeza entre muitos outros objectos úteis e necessários para os deveres diários exigentes ao longo do seu emprego.
Tal zona não era mais chique ou formal pois tal não era claramente necessário, quem vivia e frequentava tal sala que cheirava a puro mofo, que parecia realçado ainda mais devido aos aromas tóxicos provenientes das misturas dos químicos de limpeza ali guardados, de paredes negras repleta de portas de madeira apodrecidas e cobertas de estruturas e maçanetas compostas por um ferro cheio de ferrugem, era apenas as simples empregadas. Não passava mais ninguém além de alguns guardas por ali, que mesmo assim nem era todos os dias e pareciam evitar o local ao máximo, talvez para não complicar os trabalhos das empregadas que andavam apressadamente de um lado para o outro, carregando materiais higiénicos até o exterior do Porão, ou arrumando devidamente os recém produtos já utilizados.
Empregadas e mordomos, empregados e mordomas, estes eram os seus aposentos, dando especial atenção para aqueles ou aquelas que não tinha casa própria e que viviam ali, atendendo assim a família real com os mais chatos ou complexos assuntos durante quase vinte e quatro horas seguidas.

 A mordoma ao observar a condição do local deu um suspiro depressivo, mas logo depois dirigiu-se directamente a uma das maiores portas de tal área, esta interligava a outro corredor, de estrutura e aparência semelhantes á repugnante sala anterior, porém nitidamente mais limpo e higiénico. Depois de passar pelo mesmo, chegou finalmente a uma porta dupla, a mesma estava entre aberta e por entre a sua devida ranhura saia uma radiante luz branca que destruía toda a escuridão sentida naquela zona do corredor.

- Eu sinceramente não acredito que ela foi capaz disso… Parece ser uma mulher tão… Pacífica… - Iara ao se aproximar da porta ouviu repentinamente uma voz a ecoar em toda a divisão.

Esta então parou repentinamente e espreitou por tal grande porta, com curiosidade e imenso cuidado, para sua presença não ser detectada. Dentro de tal sala estavam vários típicos Humanos e Sonnures, o local era claramente uma enorme cozinha, a mesma estava bem limpa e arrumada além de ser extremamente bela e estar em condições de grande excelência, em comparação ao Porão e aos seus aposentos típicos das empregadas pelos quais Iara caminhou nos momentos anteriores.
Realçava-se por ser uma cozinha extremamente espaçosa e dotada de objectos incontáveis de grandes variedades e formatos. A luz solar que saia de imensas janelas sobre as paredes ali encontradas iluminavam todos os utensílios de cozinha de alta qualidade, limpos e extremamente brilhantes de tal forma que radiavam constantemente um deslumbrante brilho metálico, além de muitos ingredientes frescos perfeitamente organizados no cimo das bancadas e interiores de vastos frigoríficos, alguns movidos graças a magias de gelo, outros devido á moderna tecnologia, além de refeições prontas a servir organizadas devidamente sobre as grandes bancadas.
Muitas das empregadas ali encontradas estavam bem atarefadas a lavar loiça rapidamente, seguiam as ordens fiéis de um Sonnure um pouco obeso que utilizava roupas de chefe, o mesmo pelo qual aparentava orientar toda a cozinha. Porém algumas mulheres e homens estavam localizadas perto daquela grande porta, numa conversa bem pacífica, possivelmente aproveitando algum momento de pausa do seu longo trabalho, a descansarem e conversarem serenamente, alguns até apreciavam naquele momento fumegantes cafés á medida que avançavam com o seu diálogo tranquilo.

- As aparências iludem, realmente… - Outra das empregadas concordava com as palavras ouvidas anteriormente, já que esta seguia fielmente toda conversa.
- Devíamos fazer alguma coisa em relação a ela?... Pode ser uma ameaça á família real… – Uma Sonnure encontrada com tal pequeno grupo de empregada questionou.
- Não… Nestes últimos oito anos ela não fez nada de errado… - O chefe da cozinha também acompanhava a conversa enquanto trabalhava, no momento este tirava uma grande quantidade de pão fresco acabado de cozer de um grande e antigo forno de lenha que ali perto existia – As pessoas podem mudar drasticamente com os anos, ela já não deve ser assim e logo não é capaz de tal… Mas quem sou eu para julgar?...
- Tens a certeza? – Uma mulher interrogava de modo inseguro.

A mordoma entra repentinamente na cozinha, fingia não ter ouvido nada da conversa e agia naturalmente, com um sorriso no rosto, como sempre fazia, apesar de nesta situação existir uma diferença mínima, tal sorriso não era puro como o seu normal, mas sim um sorriso claramente forçado.

- Então colegas? Como vai o trabalho? Estavam a conversar sobre o quê? – A nobre Sonnure questionava ao pequeno grupo sempre com tal sorriso pouco usual.
- A conversa não é nada de seu interesse! – O chefe da cozinha dizia de forma bem pesada á medida que colocava rapidamente toda a recém criada fornada de pão dentro de um grande e elegante cesto de vime, preparando este para servir á realeza mais tarde – Iara, estás muito atrasada para o trabalho!
- Sim chefe Greisse… Eu tenho noção disso… - Ela respondeu educadamente a tal informação, enquanto manteve-se seria, fechando seus olhos e abaixando a cabeça de modo respeituoso.
- Bem… Quais as ordens de hoje, minha mordoma? – Uma das humanas ali encontradas em pausa questionava educadamente, á medida que levava suavemente a sua chávena de café até os lábios e bebia o seu conteúdo líquido, ao mesmo tempo dava um sinal bem suspeito aos seus colegas, como se não quisesse que os mesmos voltassem a conversar sobre o assunto inicial.
- Ordens? Como… Assim? – Iara manteve-se numa posição mais séria depois de ouvir tal interrogação, naquele instante pareceu esquecer-se completamente dos seus deveres como mordoma… Ou então e, simplesmente, estava com sua atenção tão distante e focada totalmente em seus pensamentos depressivos que ignorou praticamente tudo o resto ao seu redor.
- O que queres dizer com isso? Esqueceu-se do seu cargo? – A mesma mulher dizia, confusa e olhava directamente para a sua superior, com uma grande cara de espanto.

O grande Sonnure cozinheiro, depois de ouvir tais palavras, gerou uma reacção inesperada em seu comportamento, naquele momento pareceu explodir e começava a dizer qualquer coisa pela qual havia á muito tempo entalado em sua garganta.

- És uma das nossas mordomas! Uma das empregada de maior estatuto aqui dentro! É assim que representas os empregados do palácio perante o rei? – O Sonnure começou a repreendendo com alguma violência, levantando a sua voz, pareceu extremamente irritado e bateu com o punho sobre uma das bancadas daquela bela cozinha, o som de tal impacto foi alto e assustador, algo que chamou a atenção de todas as empregadas ali encontradas que pararam logo os seus deveres para atentarem ao que acabara de acontecer.

A mordoma Iara afastou-se, muitos passos rápidos até a porta, encarava o grande homem e sentia de certo modo receio por tal comportamento pesado deste Sonnure, seu corpo começava a tremer do nada, assim naquele instante ela mudava completamente sua expressão, a mesma demonstrava extremo pavor, á primeira vista tal reacção lembrava algo instintivo, como se esta tivesse medo dos machos da sua própria espécie, ou então tal surgiu devido a alguma outra razão que não era aparente.

- És a nossa chefe, a nossa líder! E em vez disso… Em vez de nos guiares… Ficas ignorando e atrasando o nosso próprio trabalho? – Uma das mulheres que lavava louça não pode deixar de reagir á situação e apesar de estar ocupada em seus deveres transmitiu mesmo assim a sua opinião com algum rancor.
- Amanhã é o aniversário da princesa, existe tanta coisa para organizar… Nós não conseguimos fazer isto sem a nossa guia… Senhora Iara, estamos muito atrasadas, nós precisamos urgentemente das suas palavras e orientações… - Uma Sonnure de aparência muito jovem dizia, esta até parecia bem inocente com suas palavras e usava uma voz doce, calma e cheia de respeito, parecia não querer gerar uma discussão ali dentro, preferindo resolver as coisas usando o caminho mais pacifico - És uma das poucas pessoas entre nós que sabe como os rituais da realeza funcionam… Por algum motivo estás na nossa liderança…
- Realmente… Estes últimos meses andas muito desleixada… - Um dos empregado que lavava loiça, um humano comum por sinal, dizia tais palavras seguidas de um suspiro extremamente pensativo enquanto observava bastante atencioso a água a combater a espuma existente sobre alguns grandes tachos outrora sujos em suas mãos.
- Eu só acho que tens que passar menos tempo com a princesa e aquele Dreamur fedorento e te dedicares melhor á liderança das empregadas… Aos teus deveres como uma das principais mordomas do palácio… - O chefe da cozinha tentava acalmar-se ao se aperceber da reacção negativa da mordoma em relação ao seu comportamento pesado, não queria assustar ainda mais a pobre mulher.
- Não estamos a negar as suas limpezas… Até fazes um excelente trabalho na maior parte das vezes… És a melhor entre nós… Mas… Mas parece que só fazes esse trabalho por ti! E os outros?... És a nossa superior mas, ás vezes, parece que evitas e ignoras sempre a nossa liderança... Isso não é importante?... – Uma mulher desviava a cara, distanciando então os seus olhos dos olhos assustados de Iara á medida que dizia sua opinião calmamente, tentando assim e de certa forma evitar deixar o ambiente ainda mais pesado do que o já vivenciado.
- Eu… Eu hoje fiquei distraída! Foi só hoje… - A mordoma dizia de um modo depressivo como sua própria defesa.
- E durante os outros dias? Também andas distraída? E de todas aquelas vezes que acordavas tarde? – O chefe começava a levantar de novo a sua voz de modo bem brusco, atirando á cara desta uma parcela mínima da grande lista de tudo o que ele, aparentemente, havia para dizer.

A mordoma deu um longo suspiro na tentativa de se acalmar, fechou os olhos e inspirou profundamente, de seguida engoliu a seco e ganhou coragem, deu alguns passos em frente, encarando assim e directamente o grande Sonnure face a face.

- E já agora… Em vez de ficarem ai paradas a reclamar porque não vão realizar os vossos deveres? Eu já estou aqui não estou? Vamos lá despachar isto! – Iara também levantou a sua voz, algo que fez o Sonnure dar alguns passos atrás pois não estava esperando tal resposta vindo daquela mordoma, já as restantes empregadas, incluindo as que estavam em pausa, voltavam logo á realização dos seus deveres de um modo ainda mais dedicado e rápido que antes.
- Assim é que eu gosto… - O chefe virava a cara e dava um pequeno sorriso de satisfação ao observar a mordoma e as empregadas a retomarem em ordem, cada uma ao seu próprio ritmo, aos seus devidos deveres.
- Querem ordens? Pronto, estas são as ordens! Algumas de vocês devem se encontrar no pátio principal! É preciso ver a situação das carruagens reais e certificar se estão em condições e devidamente limpas para o cortejo e a viagem, umas dez empregadas devem chegar por agora, além de realizar uma limpeza profunda urgentemente ao grande salão!
- Sim senhora… - A maioria das empregadas concordavam.

Todas elas, rapidamente entre si, decidiram quem iria continuar a ajudar na cozinha real e quem iria concretizar os recém deveres, as que aceitaram as novas propostas de trabalho, aceleradamente saíram por uma das portas daquela grande e requintada cozinha, a mesma que iria parar, claramente, ao Porão, talvez para se reagruparem melhor ou fazerem um inventário dos produtos necessários para tais novas tarefas.

– Nós os cozinheiros tivemos a manhã inteira a cuidar do almoço de hoje e de algumas das refeições para amanhã, esta tarde terminaremos rapidamente os restantes pratos da ementa, e especialmente os doces e os bolos e todos os aperitivos salgados para a cerimónia - O grande Sonnure cozinheiro igualmente concordava com tal e decide transmitir alguma outra informação de relevância.
- Eu irei aplicar as restantes ordens ás restantes empregadas, no caso, aquelas que se encontram no momento desocupadas nos seus aposentos… - A mordoma dizia enquanto saia rapidamente da cozinha, pela mesma porta por onde entrara em tal área, voltando então ao tal Porão e aos seus aposentos escuros e imundos.

Iara rapidamente encontrou-se mais uma vez na tal sala escura, logo observou, no centro desta, um grupo de cerca de dez empregadas que já se localizavam a dividir tarefas entre si, com vários químicos das mais variadas qualidades em mãos, decide aproximar-se destas para acompanhar e ajudar as mesmas em alguma coisa relevante, mas, repentinamente, sente alguém a tocar nas suas costas, puxando a mesma pela sua roupa…
Virou-se, encarou mesmo em sua frente um homem que pelo formato de seus trajes indicava ser logo um outro mordomo, afinal a Iara não era a única empregada superior dentro daquele vasto e elegante palácio, porém, as vezes, tal parecia ser claramente uma verdade. Este mesmo mordomo era um pouco velho, vestia roupas verdes e vermelhas com detalhes dourados, um pouco rasgadas, além de uns óculos bem pequenos que quase não se encaixavam em sua cara, sua mão direita segurava um cajado, que suportava uma esfera vermelha na extremidade, e com a outra mão esfregava, de modo bem particular, o seu queixo repleto de verrugas á medida que encarava a Iara com um grande sorriso bem agradável e ao mesmo tempo, pensativo.

- Eu vejo que ultimamente andas muito desleixada no trabalho… Já não pareces a mesma pessoa… - O homem parecia ser alguém bastante sábio em suas palavras, continuava a encarar a mulher com aquele longo sorriso sincero.
- Mestre Sebastian?… Meu velho amigo!… - A mordoma dava um pequeno sorriso para receber tal presença – É um grande prazer reencontrar um antigo irmão…
- É verdade… Controlamos as empregadas de áreas muito diferentes desta enorme fortaleza… Raramente te vejo! - O homem dava uma pequena gargalhada de satisfação, depois aproximou-se a abraçava a Sonnure, um abraço cheio de saudade, como se fossem amigos já de longa data e que á muito não se encontravam, porém afastou-se passado alguns segundos, e pareceu demonstrar uma atitude de grande preocupação – O que eu ouvi falar sobre si e seus trabalhos ultimamente é bem… Desagradável… Diz-me querida… O que se passa ultimamente?
- Não é nada… Apenas e simplesmente distrai-me e agora todos me criticam por isso – Ela respondia educadamente com um sorriso que ao mesmo tempo demonstrava uma profunda tristeza, sendo que este não era tão intenso como os usuais.
- É devido ao comportamento da Lyndis? Preocupação com a segurança do palácio? Ou… É outra coisa?...
- Eu já disse… Não é nada… - Iara acabou ficando triste e séria, á medida ouvia tais questões importunas que desviava o olhar daquele mordomo, encarando o chão com certo desgosto.
- Eu te conheço bem… E sei que estás a mentir… Sinto que alguma coisa andou a te incomodar ultimamente… - O velho mordomo fazia tal observação enquanto endireitava os seus óculos e observava a mordoma Iara com um olhar bem sério, mas, ao mesmo tempo, muito carinhoso e atencioso.
- Pronto… É verdade… É uma coisa… - Ela o admitia.
- Queres desabafar? Somos velhos amigos… Velhos irmãos daquele antigo templo maravilhoso… Isso é algo que fica para sempre… Apesar de tudo, ainda te considero como alguém daquela grande família… Sabes que podes confiar em mim… Além de voltares lá sempre que quiseres…
- Eu sei… - A mordoma mais uma vez dava um sorriso forçado na tentativa de esconder a sua tristeza – É… Sobre o meu passado…
- Eu pensava que já não sentias dor pelo teu passado… - O homem dizia de um modo bastante calmo e cuidadoso.
- Talvez eu estava enganada… - A mulher deixava uma pequena lágrima escapar dos seus olhos – Ultimamente tem acontecido tanta coisa que… Eu preciso de… Mais algum tempo para reflectir…
- Entendo perfeitamente… - O mordomo aproximou-se de Iara e limpava carinhosamente as suas lágrimas – De facto… Por tudo o que eu sei… Devo ser dos poucos aqui a entender… Porque não vais para o teu quarto descansar um pouco?
- Eu tenho muito trabalho a fazer… Especialmente amanhã sendo o aniversário da princesa, tenho os preparativos e… - Esta mulher pronunciava á medida que demonstrava uma expressão facial de grande inquietação.
- Não se preocupe, eu hoje faço os deveres em seu lugar! – Ele interrompia e dava um grande sorriso para reconfortar a sua velha amiga, colocava as suas mãos levemente nos ombros da mulher, e dizia cuidadosamente as suas palavras com toda a sua profunda sinceridade além de dedicação – Afinal de contas, eu também sou um mordomo aqui dentro… E tenho que recompensar-te de todas as vezes que fazias os meus turnos e me ajudavas a controlar as empregadas da minha área de influência deste palácio… Além de pagar outras dividas…
- Obrigado… Muito obrigado!… - A nobre Sonnure igualmente sorria.

O velho mordomo assim despediu-se e logo de seguida dirigiu-se até o grupo de mordomas que se encontrava no centro daquela sala, para ajudar estas a se reagruparem ou então dar novas ordens ou controlar melhor as anteriores, já Iara foi directamente até uma determinada porta entre todas as outras inúmeras portas ao longo das paredes sujas de cimento daquela divisão escura.

Deu um suspiro á medida que tirava do bolso do seu avental, que esta tinha preso na sua longa saia de mordoma, uma chave, e destrancava a fechadura negra e coberta de ferrugem de tal porta. Entrou, aquele era o seu quarto, mas tendo em conta os comportamentos da mordoma em relação ás limpezas do palácio, aquilo nem parecia ser uma zona só dela, já que estava muito desorganizada e suja de partículas de pó que se amontoavam criando grandes quantidades de algodão sobre todas as mobílias, que de facto eram poucas e em si estavam muito desarrumadas.

 Era uma área bem pequena e fechada, composta simplesmente por uma pequena sala e um quarto extremamente apertado, ambos iluminados pela luz de uma pequena janela que permitia praticamente nenhuma claridade entrar ali dentro, a escuridão era combatida graças a alguns candelabros antigos que a mordoma, mal entrara no quarto, começava a acender usando simples gestos leves e mágicos com os seus dedos á medida que se aproximava ou caminhava perto destes. A forma como utilizava tal magia com facilidade indicava que Iara já praticava a mesma á longos anos, pois poucos conseguiam manobrar tal capacidade de Magia Elemental com tanta simplicidade.
Depois do quarto agora devidamente iluminado, dirigiu-se directamente a um sofá bem velho e estragado que existia mesmo encostado á parede negra, ao lado da janela apertada, de tão podre que estava até notava-se claramente o seu enchimento através de grandes buracos na forra suja e cheia de mofo e pó. Ela, muito pensativa, sentou-se por fim, atirando todo o seu corpo neste de um modo bem brusco, acompanhada por um grande suspiro de alívio e ao mesmo tempo, de um profundo sentimento de leve depressão.

Ao lado do braço esquerdo daquele velho, estragado e rasgado sofá, existia uma caixa, estava um pouco amaçada, cheirava a bolor, parecia que recebera muita humidade pelo tempo algo que fazia o seu papelão adotar manchas negras de água além de estar extremamente frágil e mole, rasgando-se facilmente. Iara olhou para o mesmo durante vários segundos, depois, sem se levantar do sofá, aproximou-se e o abriu, começou a procurar calmamente algum coisa. A caixa era repleta de antiguidades, especialmente muitas estátuas, a maioria destas partidas, algumas em inúmeros estilhaços, além de velas e candelabros praticamente novos, pouco usados, apesar de terem estado, aparentemente, alguns anos expostos a um estado de conservação pouco favorável.
Depois de muito tempo, mexelhando em tais objectos antigos com gestos leves, encontrou finalmente o que pretendia, localizada bem no fundo da caixa, era uma fotografia a preto e branco, as extremidades da mesma estavam um pouco queimadas e se localizava no interior de uma moldura cujos vidros permaneciam quebrados devido ao peso dos objectos em que esteve exposta, mas ainda dava para contemplar facilmente a imagem que o velho papel ilustrava. Era uma criança, uma criança Sonnure que curiosamente de aparência lembrava muito a própria Iara, parecia recém nascida e se encontrava embrulhada sobre um aconchegante manto branco. Talvez tal bebé seria mesmo ela quando mais nova, só que com uma tonalidade de pele mais escura, ou então algum familiar distante, ou alguma filha pela qual esta tivera e que nunca mais ouviu falar, mas tal era pouco provável, Iara sempre dizia que não tinha filhos.

A mordoma permaneceu sentada, ali mesmo, a observar a fotografia, estava claramente muito triste por esta, uma pequena lágrima escorria em sua face, acariciou levemente com a ponta dos seus dedos que eram cobertos de uma pequena pelugem cor de areia, tal como todo o seu corpo antropomórfico, a imagem, passando estes cautelosamente sobre o vidro quebrado. Colocou a fotografia ao seu lado, com bastante cuidado, logo de seguida posicionou-se de modo a que sentia-se bastante confortável naquele duro sofá em más condições. Fechou então os olhos e tentou manter a respiração a um único ritmo, proporcionando um estado de relaxamento, quase como uma meditação, e, levemente, murmurou as seguintes palavras…

- Passado ou futuro, presente oculto, revelar-me-ei agora a vossa mais recente escolha ou forma …

Sua mente começava, aos poucos, a ficar mais leve e a receber de forma inexplicável várias memórias, não eram memórias dela, nem memórias de mais ninguém, e nem mesmo memórias eram ou pareciam ser, mas sim, visões, visões estas que, cheias de clareza e perfeição, transmitiam alguma informação figurada que a mordoma, simplesmente e misteriosamente, conseguia receber e decifrar com facilidade. Ninguém sabe ao certo se tal era magia ou bruxedo, alguma habilidade estranha e natural, mas Iara apenas conseguia, apenas conseguia fazer tal, e assim, durante muito tempo, permaneceu ali, meditando sobre as palavras enigmáticas de figuras desconhecidas de um certo tempo que ainda não fora revelado.


Morte, guerra, gritos de desespero, o som de armas violentamente embatendo entre si, grandes guerreiros num enorme campo de batalha brigando em nome dos incógnitos interesses da pecadora glória. Por entre as poeiras negras levantadas sobre tais terras imprudentes, uma figura negra segurava um cajado, erguido ao ar, brilhando á medida que criava uma enorme escuridão que dominava toda a área. Em todos os lados do conflito, uma chuva negra de sofrimento e esquecimento cobria tais homens e mulheres lutadoras que logo se transformavam em monstros horripilantes, sem vida, sem compaixão, sem futuro…

E tal figura, apenas sorria, um sorriso longo e macabro sem qualquer sentimento explícito além do prazer e da ânsia por sangue fresco, porém, tal pessoa era familiar, muito familiar, alguém cujo corpo distorcido e cujos cabelos negros demonstravam vontade de destruição por mera vingança e ódio por algo que ocorrera durante o seu macabro passado…


Ela abria os olhos, repentinamente, colocava logo as suas mãos ao peito, parecia estar a sentir uma profunda dor sobre o seu coração, encontrava-se com imensas dificuldades na respiração, um aperto angustiante nos polmões. Acabou por cair do sofá e assim ajoelhou-se sobre o chão frio e sujo daquela divisão negra e imunda, pareceu inquietada. Tentava acalmar-se, com uma respiração acelerada, inspirando e expirando inúmeras vezes pela boca, algumas lágrimas caíram dos seus olhos e de facto esta parecia bem desesperada naqueles pequenos segundos que para ela foram bastante longos e angustiantes.
Acabou encostando a cabeça para trás, assente sobre uma certa parte do sofá, já mais calma, na tentativa de sentir-se mais confortável em tal posição bem peculiar sobre o solo, encarava o tecto e inúmeros objectos e móveis aleatórios dos seus aposentos, demonstrando ainda estar desorientada devido a tais visões e revelações, apesar de encontra-se já sem tais dores misteriosas, depois virou lentamente a sua face para o lado, observando de relance a fotografia daquela magnifica criança que encontrava-se precisamente sobre o assento de tal móvel.

- Não… Outra vez não… - Ela dizia enquanto continuava na tentativa de recuperar o seu folega, sua voz no momento demonstrava uma profunda angustia á medida que observava aquela fotografia antiga, e ainda mais lágrimas saiam dos seus olhos – Ela?… Não… Não pode… Não pode ser…

Aquele fora realmente um momento bem difícil para esta, quando já estava realmente aliviada, acabou por levantar-se, deitando-se em cima daquele sofá rasgado e sujo, segurou a fotografia em suas mãos com bastante ternura, novamente acariciou-a, beijou os vidros quebrados da moldura e a imagem de tal menina com bastante cuidado e amor bem explícitos em tais gestos, e por fim fechou os olhos, apoiou tal fotografia ao seu peito, abraçando assim a mesma á medida que descansava e recuperava toda a sua energia gasta devido aquela estranha habilidade de criação de visões cansativas e misteriosas de um tempo incógnito. Pareceu murmurar algo para si própria, como se uma melodia se trata-se, palavras frias e tristes quase silenciosas e pouco explícitas, eram vindas do fundo do seu gélido e aterrorizado coração.


Eras perdidas, dores constantes
E minhas oposições, irrelevantes…
Profundo sofrimento, eternamente a pesar…
Tal e qual é o desejo, de te lamentar…

Presa e torturada… Por um passado a inquietar…
Aqui dentro fechada… Eternamente a pensar…

Uma construção, os meus erros…
Constantemente a cair…
Silenciosos meus gritos… 
Sigilo a esconder…
Tudo o que construi, a estremecer…

Tristeza, desgraça, para onde quer que eu vá…
Memorias apagadas, tempestades constantes… 
Tudo o que eu sinto, o tempo sempre trará!
Recordações abandonadas, dilemas extravagantes…
Além da tristeza e desgraça, para onde quer que eu vá…

Será que… Sou eu, apenas eu… Constantemente a delirar?...
Será que tudo isto… Profunda dor pelo passado…
Meu desespero ou esperança, a disparatar?...
Ou será que sou eu?... Constantemente a delirar?...





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Entidades do Oculto: Conversando sobre os Antagonistas + Mudanças na historia e personagens

13 de julho de 2017 | , , , ,



Com a revelação da sombra ''Joia do Oceano'', dou como concluído a divulgação das silhuetas dos seis principais antagonistas do Livro! O grupo chamado  Entidades do Oculto.
A verdade é que este grupo ainda tem muito que se lhe diga...

Para começar, eles claramente tem superiores, são, logicamente, controlados por alguém... Mas como ainda estou a escrever e a organizar muitas das minhas ideias, ainda não decidi exatamente o que fazer com tais chefes supremos das Entidades do Oculto.
Por agora, e igualmente devido á quantidade excessiva de personagens na trama, estou a pensar em fazer o seguinte ou similar: Durante o primeiro livro irei criar apenas referencias mínimas aos mesmos, para os tornar realmente sombras misteriosas de certo modo.
Assim irei me focar somente nestes seis personagens como os maiores vilões neste livro, pois pretendo explorar tais chefões em livros futuros ou especiais, pois quero os manter em segredo durante mais algum tempo, como verdadeiras Entidades Ocultas, e para, igualmente, conseguir pensar bem em otimos Plot Twists.

Para os mais atenciosos, sim, as características e passados de cada um tiveram como principal ponto de inspiração os Sete pecados capitais provenientes do Cristianismo!
Mas se são sete e só tem seis sombras... Onde está o personagem representante do sétimo pecado? Vou deixar esse detalhe como ponto de reflexão aos leitores e algum mistério no próprio livro, que venham as teorias!


Outra coisa: Estas Artworks ainda são um rascunho, muitas delas, de facto, ainda não colori, pois estou sempre ganhando novas ideias sobre estas personagens, assim sinto que as mesmas terão que ter umas pequenas modificações de design futuramente.


Sobre o desenvolvimento das personagens

Admito, nunca tinha escrito tanto como estou escrevendo atualmente, portanto sinto que estou a melhorar a cada dia que passa, e com a melhora, claramente vem a mudança.
Com a minha experiência atual, como também através do nosso querido jogo Continue a Historia e de fanfics antigas, reparei que nunca fui boa em introduzir uma boa personalidade numa personagem, quanto mais eu avanço com o desenrolar dos capítulos, mais este problema acaba recorrente.

Entre todos, devo realçar a Agnes. A princesa nos primeiros capítulos aparenta odiar a sua vida na realeza, além de parecer uma personagem arrogante. O problema é que, esse não era o meu objetivo. Estou a tentar dar mais atenção as frases da personagem e seus comportamentos para tentar criar ou aproximar mais esta jovem á minha imagem ideal, para isso claramente terei que mudar de forma considerável esses mesmos capítulos. Estou a fazer um igual esforço nos restantes personagens.


Mudanças na historia

É importante dizer que Os Guardiões de Dreamian não tem, exatamente, ''Guardiões''. Os tão famosos guerreiros escolhidos, que ideia um tanto repetitiva certo?
O termo Os Guardiões de Dreamian continuará a ser usado como referencia aos Quatro Grandes Heróis da Primeira Era, Naej, Perpes, Frostza e Shii, como também á respectiva e importantíssima Irmandade da Rosa do Destino, além de ser característica de uma bela critica minha pouco explicita nas paginas do livro.

Originalmente, sim, eu queria introduzir guerreiros escolhidos, que foram figuradamente expressos durante o próprio Prologo, mas achei que tal não teria qualquer relevância além de tornar o protagonistas com demasiado poder, algo que eu ultimamente já não estava a apreciar na historia.

O problema é que tais mudanças e tanto plot twist estão causando erros de enredo, eu já devia estar á espera de tal e estou a ter o preciso cuidado para corrigir todos.


Outra coisa, lembram-se ano passado de eu ter publicado, junto com as fichas das personagens, Artworks dos fatos de batalha dos protagonistas?
Depois de muito pensar, o melhor é avisar que essa ideia acabou! O único equipamento que irei manter é o do Aimar, e estou com certas duvidas em relação a Fiora.
As Artworks foram removidas das páginas em questão, mas deixadas numa certa página das Ilustrações Oficiais, onde serão arquivadas.

Os motivos são simples: O resultado destas não estava satisfatório, especialmente a Agnes e a Silvia. Além disso... Acabei achando que algumas destas personagens não tem qualquer fundamento em uma luta, e notei que tal seria praticamente inútil, tendo em conta que a historia em si irá se desenrolar sem muitos conflitos físicos.

Ainda não sei exatamente como irei fazer a princesa e a Silvia lutarem, mas pensando melhor, é obrigatório numa historia de fantasia as personagens pegarem em armas medievais e andarem por ai a derrubar monstros? Claro que não, e Agnes e Silvia possivelmente serão esse tipo de personagem. Ou será que não? Talvez no futuro elas surpreendem.


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#06 Jóia do Oceano - Os Misteriosos Antagonistas: As Entidades do Oculto

13 de julho de 2017 | ,



''Gananciosa e manipuladora, dificilmente se engana ou é enganada, esbelta assaltante que procura sempre mais do que já tem''


Mostrando um pouco dos Antagonistas, só para deixar alguma curiosidade.

Nota: A descrição da personagem tem duplos sentidos.
Importante: A descrição ou o titulo do personagem podem sofrer alterações no futuro!
A personagem em si pode ou não ser considerado um Antagonista oficial no futuro! (Algo que será explicado com o tempo)
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Ilustrações Oficiais - Partindo numa aventura

9 de julho de 2017 |


Minha ideia era desenhar os protagonistas reunidos de forma a parecerem um grupo liderado tanto pela Agnes como pelo Valter, dando destaque a estes em primeiro plano, pois são, de facto, os personagens mais importantes entre os protagonistas (Todos eles são claramente importantes, mas esta antiga dupla é a que deve sempre se realçar).
Por outro lado, eu também queria criar uma imagem semelhante aquelas capas, covers e artes dos Animes, onde os personagens estão claramente reunidos em certas poses do género e que servem como divulgação e apresentação dos mesmos.

Decidi usar uma Linework diferente, para tentar diferenciar um pouco do meu estilo típico de arte digital.


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Ilustrações Oficiais - Jardim de Rosas

4 de julho de 2017 |



Apenas praticando o desenhar de algumas rosas. Decidi igualmente criar um sombreado mais leve e simples, para tentar proporcionar um ambiente calmo e elegante, como os dos próprios jardins.


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Lyndis - Gata Preguiçosa

20 de junho de 2017 |


Muito manipuladora, preguiçosa, ignorante e sempre a se baldar ao trabalho, por vezes bem direta em suas palavras, sem pensar duas vezes, Lyndis é uma das empregadas mais peculiares do palácio real, sempre enfiando o focinho em assuntos pelo qual não é chamada e reclamando com os outros e seus trabalhos, apesar dela própria definitivamente não conseguir fazer melhor.

Mesmo tendo cerca de 42 anos, Lyndis prefere viver e aproveitar a vida como uma mera adolescente irresponsável, sempre saindo dos seus aposentos no palácio e fazendo grandes noitadas com bebida e amigos muito mais novos que ela. Além de contar com um corpo bem sedutor que muitas da sua Espécie consideram perfeito, as mais novas até a invejam por isso, e a própria Lyndis aproveita tal para se ''tornar superior'', já que adora esta mesma sensação de superioridade e a procura constantemente.

Ninguém sabe ao certo como ela conseguiu servir diretamente a família real, nem como ainda mantém tal emprego tendo em conta as circunstâncias e desrespeitos já vividos. Porém é certo que de todos os trabalhos propostos pela Iara ou algum dos outros Mordomos da realeza, ou até mesmo das palavras do próprio Rei Ryan, Lyndis aceita sempre aqueles relacionados com a cozinha, e já se provou uma excelente e habilidosa cozinheira, por outro lado, rejeita ou evita todos os outros deveres. Por vezes quando é obrigada a alguns deles, tenta fazer o mínimo possível, ou simplesmente finge que trabalha, ou então deixa tal para as mãos de Iara, que esta odeia e por vezes considera uma tremenda rival. Apesar de tudo, quando quer ou lhe convém, algo que é bem raramente, Lyndis consegue realizar um trabalho razoável nas restantes áreas de trabalho além da cozinha.

Pouca coisa se sabe sobre o passado desta personagem, a única coisa confirmada até agora é que nasceu na província de Fortarv, já fora casada, além de ter inúmeros filhos, mas por motivos misteriosos, os abandonou e deixou-os com o ex-marido.






''- Ai ai… Estes soldados novatos… (...) Telquines nunca sabem como trabalhar a sério… Bando de incompetentes… Como é que o rei aceitou aqui um lobo fedorento como guarda?…''
Lyndis sobre Endiock Howell, Capitulo 2

''- Eu não percebo porque andas sempre com um sorriso assim tão, alegre…(...) A sua queridinha melhor amiga morreu por sua culpa, e estás para ai alegre e sorridente, és uma pessoa realmente interessante…''
Lyndis sobre Iara Lavender, Capitulo 2

Em breve


Em breve


Em breve


Em breve


  • O nome Maine vem de Maine Coon, que é uma Raça de Gatos, cujo pelo e padrão de cores lembra muito o desta mesma personagem.
  • A palavra Silvestris pertence ao nome cientifico dos Gatos (Felis silvestris catus).
  • O nome Lyndis tem uma certa relação com a palavra leão, ao simbolismo deste animal e suas qualidades, como coragem e lealdade, sendo que este foi atribuído a esta mesma personagem por pura ironia.
  • As cores do corpo de Lyndis foram inspiradas no famoso personagem Simba, de Lion King.
  • A personagem foi criada ao acaso enquanto a autora (re)escrevia o próprio Capitulo 2, que conta com a sua estreia, por pura brincadeira, ela imaginou a Iara como uma empregada mais diferente a trabalhar no palácio real e que, de alguma forma, recorrendo a manipulação, conseguia nunca ser despedida apesar de todos os seus trabalhos mal concretizados. Tal brincadeira deu origem á Lyndis, pois a autora achou que a existência de uma personagem destas seria interessante.
  • O cabelo e a própria roupa de empregada de Lyndis teve como inspiração algumas personagens do Anime Sailor Moon.
  • O facto dela ser uma Chingka com características de gato está relacionado com o facto destes animais serem muitas vezes ligados á preguiça, além de ser igualmente uma referencia ao velho e bem conhecido personagem Garfield.



          Para ver mais desenhos desta Personagem visite a Dreamian ArtBook!
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          Galeria de Memes/Imagens engraçadas

          19 de junho de 2017 | ,

          Piadas, pequenas histórias, desenhos engraçados, servem para retratar algo da vida real, uma grande variedade de temas, ou até mesmo algo dentro do próprio universo de Dreamian, num lado mais humorístico. Boa diversão!


          A nossa Galeria:


            

            

           


          Alguns Extras:

          Estou aceitando ideias e sugestões para novos memes! (Pois minhas ideias são geralmente ''estúpidas'')
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          Ramidrejus - A sua Mitologia atrás de Dreamian

          19 de junho de 2017 |


          No reino de Dreamian
          Existe inúmeras referencias a Ramidrejus ao longo do enredo do livro, especialmente no Capitulo 7, onde temos a sua primeira aparição com relevância. Os habitantes do reino geralmente fazem piadas ou contém alguns ditados populares em relação a estes pequenos animais curiosos.

          Clique aqui para mais informações sobre Ramidrejus dentro de Dreamian (Em breve)


          A sua Mitologia
          O Ramidreju é uma criatura derivada da mitologia e folclore da Cantábria, uma comunidade autónoma localizada no norte de Espanha que fora no passado muito influenciada por mitos e lendas celtas e romanos. Nesta região, durante muitos séculos, existiu um grande apego á transmissão de tais mitologias de pais para filhos ou outros familiares exclusivamente através de tradição oral, fazendo com que muitos detalhes sobre Ramidrejus, entre outras criaturas fantásticas da região, acabassem perdidos no tempo, sendo que atualmente temos informações  muito remotas sobre estes.

          De acordo com os poucos relatos e lendas conhecidas, os Ramidrejus eram seres que se assemelhavam muito a doninhas ou martas, seu corpo era muito longo, quase como o de uma cobra, além deste conter um focinho que lembra muito o de porco ou javali. Seus olhos eram extremamente amarelos e em algumas versões do mito, é dito que estes emanavam uma pequena luz brilhante como uma estrela na escuridão. Sua pele era composta por um pelo longo de vários tons de verde, e em alguns casos continha padrões de alguma outra cor, nomeadamente o preto.

          Dizia-se que este, com seu focinho e presas de javali, cavava longos buracos e criava galerias muito profundas, onde aparentemente vivia, também era dito que estas mesmas criaturas nasciam a cada cem anos de uma doninha ou marta. Eram seres muito raros e podiam ser encontrados nas montanhas e florestas de Cantábria.

          É uma criatura muito procurada pois é dito que o seu fel podia ser bebido já que continha a capacidade de curar todas as doenças, em outras versões do mito é dito que a sua pele e pelo é que tem esta mesma habilidade ''mágica''.
          Os Ramidrejus também tem um grande fetiche e desejo por ouro, andam sempre em busca deste, pois pretendem coleciona-lho, uma vez capturado, podiam ser usados para grandes caças ao tesouro, guiando assim os seus donos até a localização de grandes relíquias perdidas ou ocultas.


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          As imagens usadas foram encontradas aleatoriamente na internet, créditos aos seus criadores!
          As informações fornecidas neste artigo foram recolhidas de inúmeras fontes aleatórias, muitas de língua estrangeira (principalmente em inglês), traduzidas e adaptadas pela própria Autora, em alguns casos, esta também recorreu a livros e enciclopédias.
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